quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

Hard Candy

Tô em provas na universidade pessoas, por isso, um postzinho rapidola só pra atualizar e mantê-los por dentro das iti [incríveis tendências internacionais]. Atenção heteros com algum problema sexual ou existencial, que culmine em preconceito, a seguir, conteúdo gay. Gente, esse texto eu recebi por e-mail, não lembro de quem e muito menos quando, mas ele é tão interessante quanto divertido, não só pela real denotação do mundo gay em si, mas pela linguagem utilizada. Enjoy it.



A Dura Vida dos Gays

Para quem acha que a vida gay é tudo diversão, baladação e alegria. Segue a demanda do mercado provando que na verdade é uma vida muito dura [sem duplo sentido!]:

Nós temos que ser magros.

Nós temos que ser sarados.

Nós temos que ser divertidos e alto astral.

Nós temos que ter ótimo senso de humor, porque gay tem que ser engraçado.

Nós temos que nos matar na academia 6 vezes por semana.

Nós não podemos ter nem um vestígio de sombra de barriga.

Nós temos que amar a The Week.

Nós temos que ter peitão e cinturinha para chegar ao título de barbie e se orgulhar muito disso.

Nós não podemos ir pra balada sem óculos escuros, de grife importada e degradée de preferência, pq depois da balada tem o after.

Nós temos que estar por dentro dos djs mais badalados e seus respectivos setlists.

Nós temos que ir a Nova Iorque e Europa pelo menos uma vez por ano.

Nós temos que ir todo ano a maior parada gay do mundo, em São Paulo.

Nós temos que morar nos bairros onde têm mais movimento, bares, restaurantes, boates, pessoas na rua, jamais em um bairro exclusivamente residencial.

Nós temos que morar sozinhos, no máximo com o namorado ou amigos, mas nunca com os pais.

Nossos apartamentos têm que ser todos decorados e cheios de móveis modernos com detalhes bem coloridos [tipo uma parede vermelha, um puff verde bandeira, velas aromáticas amarelas, etc]... nem pensar em móveis rústicos e cores sóbrias.

Nós temos que ter gato ou cachorro das raças poodle, yorkshire ou labrador (o padrão), mas não podem ser doberman, mastin, pitbull, pastor alemão.

Nós temos que usar jeans caros, skinny e de bom gosto, de Diesel pra cima.

Nós temos que ter uma camisa Amani ou Empório Armani, com gola V.

Nós temos que ter ao menos uma amiga lésbica e uma hetero que adora os viados... e temos que dar selinho nela na boate.

Nós temos que saber dançar.

Nós temos que ter uma coleção de óculos de sol, relógios, pulseiras, perfumes, anéis e cintos bem maior do que realmente precisamos ou somos capazes de usar.

Nós temos que ter dentes brancos.

Nós temos que ter cabelo bom... se não for bom, que seja arrumado.

Nós temos que ir ao Salão de Beleza, nunca ao barbeiro.

Nós temos que usar cosméticos importados.

Nós temos que ser inteligentes.

Nós temos que detestar futebol.

Nós temos que tirar a camisa na boate [o cara pode até transar com homem, mas se não tirar a camisa na boate não será tecnicamente considerado gay].

Nós temos que tratar São Paulo como se fosse Nova Iorque e o Rio como se fosse Ibiza.

Nós temos que saber conversar sobre política, religião, artes, filosofia, fofoca... menos sobre esportes.

Nós temos que fingir que estamos indo a Parada Gay pela festa em si e não pela semana da parada que é o maior fervo e pegação.

Nós temos que gostar de toda cantora americana peituda de cabelo alisado que grita mais do que canta.

Nós temos que aturar a pergunta de mamãe ou de vovó em toda reunião familiar: “quando você vai arrumar uma namorada, filhinho?”

Nós temos que ser bons de cama.

Nós podemos não fazer, mas temos que considerar uma idéia interessante transar a 3, a 4, a 6, a 23, etc.

Nós temos que ter pelo menos 2 namorados por ano, e cada namoro deve durar de 2 a 3 meses.

Nós temos que ser infiéis.

Nós temos que gostar de música eletrônica, mesmo que seja irritante e dê dor de cabeça.

Nós temos que ter o celular mais moderno do mercado com câmera digital pra tirar foto da balada com os amigos e colocar no orkut.

Nós temos que ter um secador de cabelo em casa.

Nós temos que ser educadíssimos.

Nós temos que falar inglês... qualquer gay que não sabe inglês é considerado semi-analfabeto.

Nós temos que sussurrar ao telefone no trabalho, conversando com um amigo ou namorado, para que não se ouça a conversa, enquanto o colega da baia ao lado fala no dele pra toda empresa escutar: “E aí gostosa, vamos num motelzinho hoje?”

Nós temos que ser masculinos e acima de qualquer suspeita, mas se rasgar com os amigos mais íntimos.

Nós temos que ser bonitos, charmosos, atratentes e sensuais. E nosso amigos do grupinho também.

Nós temos que entender e achar muito legal umas expressões e gírias indecifráveis como: “uó”, “alibã”, “edi”, “aquendar”, etc.

Nós temos que adorar comida japonesa e restaurante tailandês.

Nós temos que ir à praia todo fim de semana e se não morar em cidade de praia, fazer bronzeamento artificial.

Nós não temos que gostar de gays que não se cuidam e sejam muito gordos ou tenham aparência suja.

Nós não precisamos ter religião, mas sempre jogar flores pra Iemanjá no fim de ano.

Nós temos que comer pouco.

Nós temos que viajar sempre de avião... e paquerar o comissário.

Nós não podemos ter ressaca, porque no dia seguinte tem Pool Party.

Nós temos que ter o carro mais moderno e ele não poder ser tunado sob qualquer hipótese... e mesmo assim, vamos pro trabalho de metrô e pra balada de táxi.

Nós temos que caminhar apenas no Ipirapuera ou no calçadão de Ipanema.

Nós temos que ter pelo menos uma tatuagem que envolva um dragão, símbolos japoneses ou uma inscrição sem sentido em letras góticas.

Nós temos que sair com os amigos pra almoçar e pedir salada.

Nós não precisamos ter curso Superior, mas temos que ganhar bem, seja da maneira que for.

Nós podemos demonstrar fraqueza por um amor perdido, mas nunca por falta de dinheiro.

Nós temos que considerar a idéia de colocar um piercing um caso a se pensar.

Nós temos que ter pelo menos uma camisa que contenha algum número estampado e seja apertada.

Nós temos que gostar de bebidas alcoólicas. Quanto mais exóticas melhor, tipo amoras silvestres com absolut edição especial e limitada.

Nós temos que ser ousados.

Nós temos que ser bem relacionados, com gente bonita e importante de preferência.

Nós temos que nos depilar todo.

Nós temos que usar camisinha.

Nós temos que ter conta no Manhunt pra São Paulo e no Disponível pro Rio.

Nós temos que andar na moda e entender o mínimo dela.

Nós temos que fazer terapia.

E tudo isso antes dos 30, porque depois disso, já se está passado...!


E que ganhe a primeira gordura localizada aquele que ousar negar não ter se identificado com uma das características acima. [Morte!] Ah, gays all of the world, vocês podem complementar o texto, ele é perfeitamente mutável. É só ir aí em baixo em INTERVENÇÕES, e pode comentar no anonimato mesmo, o que importa são as novas idéias e sugestões. Abaixo um videozinho particular que eu fiz do camarote da The Week Rio, mostrando que rapadura, mesmo doce mas não sendo mole, continua doce.

video

...i wanna see happy people...

6 INTERVENÇÕES:

luenaya disse...

tu leu isso em algum lugar ou essa polêmica demanda do mundo gay saiu toda da tua cabeça???

muito bom!!!
ahaihauihaihauiha

;*

Anônimo disse...

acorda alice :P

Nem o mais perfeito gay tem 30% desse texto, aff

Anônimo disse...

ao ler, parece q estavas fazendo um desabafo..pq vc é sarado, alto astral(pelo menos finge bem), tem corpo de quem vai 9 vezes por semana pra academia e tudo mais q o texto fala....enfim, achei um texto mto bom mas poxa podia ter outro final...sei lah a bicha engorda sei lah hahahahaha

Anônimo disse...

ODEIO QUEM NÃO LÊ O POST TODO E COMENTA MERDA...
O TEXTO NÃO É DELE, ELE DISSEQ RECEBEU! E ESSE TEXTO NÃO É UMA HISTORINHA Q TEM FIM...
BIXA BURRA É FODA NÉ AMIGO?
HEHEHEHE

Anônimo disse...

Eu gostei do texto, mas fiquei na duvida se foi um email recebido ou se criou mesmo. Afinal, criativa a bicha eh e mto! hahahah sem contar q em mtos momentos parece uma descrição fiel do proprio marcel...

Tyra disse...

Gente, enfim né, com foi dito, tem coisa minha no texto sim, eu inclui vários ítens, mas ele não é embrionariamente meu.